02/01/2010 12:54
Crônica - Hugo Studart
GRATIDÃO, um valor essencial para dar fluxo à vida
Já lá se vão muitos anos, bem uns 15, ou mais, que institui um ritual para a virada de ano, no qual dedico longas horas para refletir sobre a questão fundamental da Filosofia – de onde vim, quem sou e para onde vou? Em outras palavras, lembro-me sobre o que se passou em minha vida ao longo do ano que finda, e para onde quero caminhar no ano que desponta.
10/11/2009 10:07
Crônica - Hugo Studart
O Ponto G de Platão
Uma crônica sobre a busca da essência do Ser – da velha Alma idealizada pelos gregos, às modernas técnicas de auto-ajuda para acessar o botão que aciona a felicidade instantânea
07/06/2009 18:30
Crônica - Hugo Studart
Mensagem memorialista de aniversário
Amanhã, 8 de junho, faço aniversário. Meu pai acaba de tecer uma mensagem memorialista relatando o nascimento de um guri com cabelo de espanador. Grato, pai, merci, thanks, dunke, gracias... (leiam, abaixo)
24/05/2009 08:30
Crônica - Hugo Studart
Zé Rodrix me deu um livro e depois morreu
Esclareça-se de antemão que o personagem não morreu porque me deu um livro. Há um intervalo de um ano entre o acontecimento extraordinário (o envio do livro) e o fato lamentável (a morte do autor). Escrevo essas singelas linhas, sem reboliços ou rebuscados, só para registrar que a vida, grata e generosa, sempre nos apresenta oportunidades de crescimento. E que por razões diversas, ou sabe-se lá por quais vacilos, deixamos a chance passar. Rodrix foi uma dessas oportunidades por mim perdidas.
10/04/2009 08:37
Crônica - Hugo Studart
A Páscoa à moda antiga
Meu pai, 75 anos, acaba de enviar para os cinco filhos um e-mail sobre o significado da Páscoa. Ou melhor, o que a Páscoa significava para ele em priscas eras. Escreveu sem pretensões, uma simples mensagem de pai para filhos. Dá uma bela crônica. Vale à pena conferir (Em tempo - tem muito poucas semanas que ele entrou pela primeira vez na internet e ainda não domina a acentuação. Decidi publicar sem revisões)
25/02/2009 22:08
Crônica - Hugo Studart
Crônica de um espartano num Carnaval de recordações
Andei refletindo sobre a herança dos meus pais. Quero falar de coragem e determinação, herança recebida de minha mãe. E de valores morais, herança de meu pai. Gostaria de ter ido este ano conhecer o desfile das Escolas de Samba na Marques de Sapucaí, mas acabei dentro de um barco, numa represa entre Goiás e Tocantins, a Serra da Mesa. Local surpreendente, paraíso de pescadores. Nada pesquei, a não ser reflexões. Valeu à pena perder o desfile.
13/01/2009 06:26
Crônica - Hugo Studart
A opção pelos verdadeiros valores
Esta é uma história verdadeira. Neste exato momento o diretor de uma grande empresa atravessa o dilema entre demitir um gerente leal e eficiente, por ordem do presidente -- ou pedir demissão para não cometer uma injustiça. Ele tem valores. E você? É óbvio que também os tem. Todos têm valores. A questão é como descobri-los. Apresento abaixo o método que me ajudou a descobrir meus próprios valores.
01/01/2009 11:23
Crônica - Hugo Studart
Um ritual de gratidão aos amigos
Muito cuidado com os pensamentos pois podem se tornar palavras, rege um velho ditado. E cuidado com as palavras, pois podem virar atos, que se consolidam em hábitos, que se repetidos muitas vezes se transformam em rituais. E, por fim, muito cuidado com os rituais pois tendem a virar realidade.
06/12/2008 11:08
Crônica - Hugo Studart
Dançando com a morte -- mas também com a vida
Recebi uma crônica lindíssima, sensível, emocionante, sobre a vida e a morte do ator e diretor Fernando Torres, escrita por sua filha Fernanda Torres. Minha mãe, Margarida, a enviou ontem à noite. Curioso, meu pai está comigo. E minhas irmãs estão em pânico com seu estado de saúde. Ele vem a Brasília uma vez por ano visitar os cinco filhos, 13 netos e dezenas de amigos. Tem 75 anos e a saúde vem se fragilizando de uns dois anos para cá. Fernanda Torres escreve sobre suas lembranças do pai-doidão e barbudo protestando enérgico contra os atos do governo militar. Meu pai é militar. Não desses milicos burocratas, mas foi um aviador aventureiro e idealista. Desta vez chegou a Brasilia extremamente abatido. Diz ele que é apenas gripe. E contou, como quem não quer nada, que anda sonhando com "defundos" -- amigos e parentes mortos o chamando para o outro lado. Contou rindo. Tocou desespero na ala feminina da família. Hoje, sábado, acordou todo faceiro. Pulou da cama e se arrumou para ir a Pirenópolis, cidade histórica de Goiás, onde tem um encontro marcado com um grande amigo, velha águia da Força Aérea. Planejam trocar informações sobre aquilo que chamam de "bandalheiras" do governo Lula. Fernanda Torres escreve que seu pai se revitalizava com teatro, barcos e ping-pong. O meu ressuscita conversando os tiranossauros e pterodáctelos e, mais ainda, se o assunto for a troca de informações confidenciais contra Lula. Diante de uma garrafa de bom vinho, naturalmente. Duas de minhas irmãs acabam de sequestrá-lo. Levaram-no ao hospital para bater uma chapa dos pulmões e tirar sangue. Ele protestou muito, não quer remédio, quer amigos. Mas foi. Na porta do elevador, perguntei-lhe de bazófia qual seria seu último desejo, se uma dose dupla de viagra precedida de um encontro erótico. Ele riu, acho que gostou da idéia; minha irmã Andréa olhou feio. Estamos vivendo na familia essa situação inexorável. Um patriarca que começa a precisar de cuidados dos filhos. Isso é bom, é a lei natural da vida -- o anti-natural é quando ocorre o contrário. Pensei em escrever uma crônica sobre o assunto. Abri o computador e descobri que Fernanda Torres já escreveu para todos nós, "A dança da morte". Saboreiem-na, prezados amigos. E um bom final de semana refletindo sobre as chances que aproveitamos (ou perdemos) de manifestar carinho a quem amamos.